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30/06/1940 – T

Sexta Palestra em Oak Grove

Aqueles de vocês que têm vindo a estes encontros regularmente terão que ter um pouco de paciência, já que vou fazer um pequeno resumo do que foi dito para os recém-chegados.

Durante as últimas cinco semanas tentamos compreender o problema da ganância e da relação. Eu tentei explicar que, enquanto se depende psicologicamente de coisas, da propriedade, haverá ganância, o que causa muitos problemas individuais e sociais. A necessidade natural não é ganância, mas é ganância quando as coisas assumem significação e importância psicológica. Estando preso na ganância, como pode o pensamento se libertar dela? Essa liberdade não vem da simples renúncia ou negação, mas da compreensão total do processo de ansiar. Compreender não é controlar ou reprimir, mas um processo que transcende razão e emoção através de conscientização penetrante.

Depois de considerar a ganância e suas complexidades, examinei a questão da relação humana, pessoal, na qual, como a maioria de nós sabe, existe constante conflito. Tentei explicar que relação é um processo de auto-revelação – revelação de si em contato com os outros. Ou seja, se nós permitirmos, os outros podem nos ajudar a ver como somos, mas essa revelação nos é negada se dependemos deles ou os usamos para nossa gratificação e felicidade, seja física ou psicológica. Pois a condição de dependência é causada pelo medo que dá origem ao amor possessivo. Nesse estado de medo não pode haver auto-revelação ou compreensão de si. A relação é profunda; ela precisa de constante ajustamento que se torna impossível se a pessoa está sempre buscando satisfação e certeza. Se o indivíduo não compreende sua relação com outro e as causas de conflito envolvidas, então sua relação com a sociedade levará, inevitavelmente, ao atrito e à ação antissocial. A extensão do indivíduo é a sociedade.

No último domingo, vimos como a dependência de ideias cria crenças, dogmas, credos e cultos que separam o homem do homem. Pode o pensamento se libertar de toda dependência, seja do passado ou do futuro? A dependência é uma indicação de medo que impede a compreensão do real. Quando o pensamento depende para seu bem estar de coisas, de pessoas, haverá medo que cria ilusão e sofrimento. Do mesmo modo, a dependência de várias crenças e ideais que se criou para si mesmo impede a compreensão da relação do homem e da unidade do homem. Vemos esse processo funcionando no mundo através das divisões sociais e religiosas; cada grupo fica ansioso para preservar a qualquer custo sua própria identidade separativa e procura converter outros grupos, ou dominar sua resistência para sua própria segurança. Assim, o mundo se encontra separado por crenças, ideais, dogmas e credos. Como expliquei na semana passada, o pensamento, sempre buscando segurança, sai de um ancoradouro para outro; mas em cada ancoradouro há incerteza, ainda que ele espere pela segurança definitiva. Então ele cria uma realidade ideal, um deus que é sua satisfação definitiva. Em oposição ao pano de fundo do conhecido, a mente tenta encontrar o desconhecido, criando dualidade. A mente se tornou um depósito de experiências e memórias, ela é o passado com suas tradições e certezas acumuladas, limitando o presente e o futuro também. Com essa bagagem, o pensamento tenta compreender o desconhecido. O que é conhecido não é realidade.

De que fonte brota seu pensamento? Ele começa certamente – não? – da ânsia, do desejo expansivo e flutuante. Percepção, contato, sensação dão origem à reflexão; daí o anseio gera esses desejos flutuantes nos quais o pensamento fica enredado. Então começa o conflito dos opostos – o prazeroso e o doloroso, o transitório e o permanente. Nossa consciência fica retida no conflito dos opostos de dor e prazer, de negações e identificação, do ego e do não-ego. O conteúdo de nossa consciência, que consideramos como nosso ser total, é constituído desses valores duais e contraditórios, mentais bem como emocionais.

Observe seu próprio processo de pensar e você verá que ele nasce de um medo ou outro, da ânsia, afeição, esperança, da sensação daquilo que é meu e daquilo que não é. Em outras palavras, o pensamento é escravizado pelo anseio. Esse pensamento dependente se divide em inferior e elevado, o consciente e o subconsciente, e há conflito entre os dois. O consciente influenciado pelo subconsciente cria a faculdade que chamados de intelecto – a faculdade de discernir, discriminar, escolher. Memória, tradição, valores impostos pela sociedade, religião e experiências pessoais influenciam nosso discernimento. O pensamento, em nossa vida cotidiana, está ocupado com a criação da tradição, a continuidade da tradição, e a modificação da tradição. Pôr de lado o conflito que existe, impedi-lo de surgir e criar um estado em que não haverá conflito; superar todo o sofrimento que exista, impedir que qualquer sofrimento futuro surja e encontrar paz duradoura – esse é o desejo da maioria de nós, não? A vontade de desejos flutuantes, com seu conflito e dor; a vontade de reprimir ou negar, e a vontade de renunciar – todas essas formas de vontade estão dentro da limitação do anseio.

Se pudermos captar a total significação de todas essas formas de vontade e como elas surgem na vida, na ação, então, por meio de intensa e penetrante conscientização, haverá uma compreensão que não resulta do simples controle, da negação ou da renúncia. Essa compreensão é o resultado natural da profunda conscientização do processo da ânsia em suas diferentes formas. Isso demanda interesse incisivo a partir do qual surge concentração espontânea. A compreensão não é um prêmio; no próprio momento da conscientização ela nasce.

Os desejos flutuantes com suas várias camadas de memórias, a divisão entre o elevado e o inferior, e os diferentes tipos de vontade, formam o conteúdo de nossa consciência. O intelecto, a faculdade de discernir, escolher, é influenciado pelo passado, e se simplesmente confiarmos nessa faculdade de compreender, de amar, então nossa compreensão, nosso amor será limitado.

A realidade, ou como quer que se queira chamá-la, para a maioria de nós, é o produto do intelecto ou da emoção e, assim, deve ser inevitavelmente ilusão. Mas se pudermos nos tornar agudamente conscientes do processo da ânsia, a compreensão da vontade surgirá naturalmente. Essa conscientização não é introspecção mórbida, mas uma percepção aguda, jubilosa, em que o conflito da escolha não acontece mais. O conflito da escolha surge quando o intelecto, com seus medos e limitações entre mim e o outro, de mérito e demérito, de fracasso e sucesso – começa a se projetar na solução de nossos problemas humanos. Temos que nos tornar conscientes da ânsia em suas diferentes formas; esse anseio não é para ser negado ou renunciado, mas ser compreendido. Pela simples negação ou renúncia, o pensamento não se liberta do medo e suas limitações.

Interrogante: Como mantemos a inteligência desperta?

Krishnamurti: Certamente, esse é o modo errado de apresentar a questão, não? Ou você está desperto ou não está. Não está implicado nessa questão o pensamento sutil de que você é fundamentalmente inteligente, que fundo em você está a realidade ou Deus, e que essa inteligência abrangente em você está guiando, modelando sua vida? E, ao mesmo tempo, estando preso na ignorância e no sofrimento, como você vai permanecer desperto para sua beleza e suas inspirações?

Ora, onde existe escuridão não pode haver luz, onde existe ignorância não pode haver compreensão ou amor. Se você for Deus, não está sofrendo, não é medroso, bruto, avarento; mas você está sofrendo, você tem medo, então isso deve ser falso, e afirmar que você não está sofrendo porque é verdade ou Deus, é enganar a si mesmo e ficar na ilusão.

Só a conscientização vigilante e penetrante pode despertar a inteligência. Tornando-se consciente de seu ambiente, você começa a perceber o criador desse ambiente, que é você mesmo; você vê como se apartou dele e, assim, iniciou um processo dual de conflito entre o ‘Eu’ e o não ‘Eu’. Mas por meio dessa conscientização, você começa a compreender a causa de seus próprios preconceitos, seus medos, seus antagonismos raciais e nacionais, sua ânsia. Tentando compreender o ambiente, você chega a si mesmo, o investigador, e descobre que você mesmo é limitado. Então, como o pensamento vai ele mesmo se libertar de suas próprias limitações? Ele só pode fazê-lo se tornando intensamente consciente de seu próprio processo de ganância, amor possessivo e o anseio por sua própria continuidade. Essa conscientização vigorosa cria sua própria compreensão.

Interrogante: O que eu posso esperar?

Krishnamurti: O interrogante não quer dizer ‘O que existe para mim no futuro’? A pessoa busca bem-aventurança no futuro e, por isso, cria imaginativamente, idealmente ou romanticamente, um estado que aspira constantemente com um sentimento nostálgico de diversidade. Esperança indica um futuro. Ou seja, estando frustrado em seus desejos e ambições e estando preso nesse mundo de disputa brutal e sofrimento, espera-se por um estado futuro feliz e pacífico. Existe bem-aventurança no futuro além de todos esses estados transitórios?

Tempo é o contínuo passado, presente e futuro. A esperança, o resultado do presente influenciado pelo passado, está ligada ao futuro. A esperança futura implica o adiamento do presente. Olhar para o futuro é uma negação do presente. Quando você está preocupado com o futuro, deve ter teorias satisfatórias a respeito dele – o que você será, o que não será e assim por diante. Você deve criar teorias que o ajudarão a superar o presente com suas dores e medos. Então a pessoa começa a procrastinar; mas olhar para o futuro é evitar o presente. Ou se você não olha para o futuro, olha para a imediata alteração do presente. Quando você está interessado em ganhar a bem-aventurança no presente, deve haver celeridade, uma inquietação, uma aceitação rápida, impetuosa, descuidada de garantias para obter o que você anseia. Esses dois aspectos do tempo, adiamento e celeridade, produzem ilusão.

Olhar para o futuro com esperança ou para o presente para realização imediata é criar desilusão da qual nasce o sofrimento. A bem-aventurança está sempre no presente. Ela não pode estar no futuro. Mesmo no futuro, o presente sempre existe. Se você não pode compreender o presente, não o compreenderá no futuro. Se não compreendemos agora, como compreenderemos no futuro? Se não estivermos agudamente conscientes agora, como poderemos percebê-lo no futuro? A bem-aventurança está sempre no presente, e para compreendê-la é preciso constante interesse e conscientização. A paz está sempre no presente, mas para compreendê-la não se deve estar preocupado com o tempo. O pensamento deve se libertar do contínuo passado, presente e futuro; nessa liberdade “o que é” é imortal, eterno. A bem-aventurança não é um prêmio. Deve-se estar alerta, consciente, num estado de contínua compreensão, nunca deixando um pensamento ou uma palavra passar sem ver sua significação. Esse estado de conscientização, que é felicidade, não é para ser confundido com análise introspectiva, mórbida. A bem-aventurança está sempre no presente, e para conhecê-la deve-se estar livre das amarras do tempo.

Interrogante: Você acredita em carma e reencarnação?

Krishnamurti: Ouvi alguns de vocês suspirando. Por quê? Vocês compreendem o problema do carma muito bem, ou estão fartos disso, ou estão cansados?

Interrogante: Não.

Krishnamurti: Agora vamos examinar essa questão inteiramente, pois penso que é importante compreendê-la porque, consciente ou inconscientemente, a maioria de nós pensa em termos de renascimento, continuidade e imortalidade pessoal. Vamos falar primeiro da ideia de carma. É uma palavra sânscrita, seu significado básico é agir, fazer, trabalhar. Se o pensamento é restrito, limitado, então toda ação nascida dele também será restrita, limitada. Uma bolota produzirá um carvalho; a semente guarda a futura árvore. Uma causa deve produzir certo efeito, certo resultado. Experimentamos isso em nossa vida cotidiana. Fazemos alguma coisa sem compreender, seja avidamente ou corruptamente. Isso traz seu próprio resultado. Se você odeia, o resultado disso é mais ódio e violência. Se o pensamento é estreito, pessoal, ele sempre criará, com modificação e variação, mais ignorância, mais limitação, e ele não pode fugir de seus resultados. O resultado pode ser sempre mudado ou modificado de acordo com nossa compreensão e a integridade de nosso pensamento. Uma causa pode não produzir necessariamente um resultado definido, esperado, pois há sempre fatores e influências visando modificar ou mudar o efeito. O pensamento não pode escapar de sua ação e reação limitadas até que compreenda profunda e integralmente a causa e o processo de sua própria escravidão.

Suponha que a pessoa seja hindu – o pensamento expresso por ele é limitado pelas crenças e tradições de um hindu, que são os resultados de anseio acumulado, ignorância, medo e conveniência. Quando esse pensamento se expressa em ação, essa ação cria mais limitação de pensamento. Dentro dessa drástica e simples realidade, recompensa e punição foram introduzidas para deter a ação errada. Se a pessoa for boa – boa dependendo da limitação do pensamento, não da compreensão – então no futuro ou na próxima vida ela será apropriadamente recompensada, e se não for, será apropriadamente punida. Esse elemento de medo, como recompensa e punição, destrói a compreensão e o amor. Se o pensamento for influenciado por recompensa e punição, ganho e perda, realização e fracasso, então ele não pode compreender o anseio que busca recompensa e evita a punição. O pensamento só pode compreender seu próprio processo se não se identificar e se prender a alguma de suas próprias criações, algum de seus desejos flutuantes. Dissociar nosso pensamento da ideia de recompensa e punição requer conscientização severa, e nesse processo cada pessoa descobrirá sua própria forma de condicionamento. A simples descoberta da causa não é compreensão; só a ação nascida da compreensão, liberta o pensamento da limitação.

A ideia da reencarnação envolve o renascimento do ‘Eu’ que é considerado como uma essência espiritual, a alma – e isso implica um estado eterno – ou como os vários revestimentos que encobrem a realidade no homem. Supõe-se que esse ‘Eu’ vai continuar renascendo vezes e vezes até atingir a perfeição, a realidade, a libertação. Nós estamos tentando compreender a ideia; não estamos condenando a teoria, então, por favor, não fiquem na defensiva.

Se você pensa que é uma entidade espiritual ou realidade, o que isso significa? Isso não implica um estado infinito, imortal? Se ele é o eterno, então não tem desenvolvimento; pois aquilo que é capaz de desenvolvimento não é eterno. Se a mente é essência espiritual, acima e além de todo condicionamento físico, fora desta coisa chamada ‘Eu’, então o ‘Eu’ não tem importância. Então, por que nos agarramos a ele tão desesperadamente? Por que ficamos presos em sua perpetuidade, em suas atividades, em suas ambições e realizações, em seus desejos expansivos? Assim, quando dizemos que existe uma entidade espiritual independente de toda influência e condicionamento, certamente tal ideia é uma ilusão, não? E também, se essa entidade espiritual está além e acima e, contudo, em nós, se ela não pode ser contaminada, se nada pode ser acrescentado a ela, por que nos empenhamos em compreender, por que lutamos para nos fazermos mais perfeitos? Se essa essência espiritual supomos ser amor, inteligência, verdade, então, como pode estar rodeada por esta confusa escuridão, por esta violência e ódio, por esta febril busca das exigências do ego? Contudo ela está. Isso não significa que estou negando a realidade, que só pode ser compreendida pela compreensão da ilusão e não pela invenção de ilusões. Nós aceitamos esta ideia de uma entidade espiritual separada do ‘Eu’, pois tal ideia é muito gratificante, confortante.

Agora, o que é este ‘Eu’? Vemos continuidade de caráter, o ‘Eu’ sendo diferente de outro ‘Eu’. Como expliquei, o pensamento condicionado deve continuar criando mais limitações para si. O ‘Eu’ não é apenas uma forma física particular com seu nome, mas além de sua aparência externa, existe o ‘Eu’ psicológico. Que ‘Eu’ é esse? Uma representação de influências anteriores e limitações, ter nascido em certa família, pertencer a certo grupo, certa raça, com seus preconceitos, seus ódios e superstições, medos e assim por diante. Esses medos e condicionamento originados na ignorância, no anseio. Essas limitações foram transmitidas de pai para filho direto até eu também ser aquele pai, aquele passado.

Interrogante: Isso é interessante.

Krishnamurti: Você diz que é interessante; se você visse a implicação disso, compreenderia sua verdadeira significação e não estaria apenas intelectualmente interessado. Meu pai também é a minha pessoa. As ideias que meus antepassados tinham, e que chegaram a mim, combinam-se com a ação e reação presente e se tornam o ‘Eu’ do presente. Assim a característica é preservada e continuada – minha pessoa hoje renascendo como outro no futuro. Sem sentimentalismo e falsa emoção e preconceito, pode-se perceber a profunda significação e realidade do que estou dizendo – que nossos ancestrais, por seus desejos, medos e esperanças criaram certo padrão de pensamento, e esse pensamento continua parcialmente em nós; essas ideias, em combinação com o presente, criaram este pensamento estreito e limitado que é o ‘Eu’. Esse ‘Eu’, essa ignorância, esse eu mesmo, continuará no futuro como outro. Assim, o mundo, a humanidade, sou eu mesmo. Se Eu, sendo o mundo, você, ajo irrefletidamente, vou aumentar e perpetuar a ignorância com todos os seus efeitos, medos e ódios. Então o que eu faço importa imensamente, não em termos de recompensa e punição. Mas quando estou profundamente interessado em meu renascimento, minha imortalidade, a continuação de minhas experiências de realização e sofrimento, tal interesse deve levar a decisões erradas e irrefletidas. O ‘Eu’ é um estado condicionado, limitado e, por isso, é irreal. Realidade é aquele estado que está liberto do ego.

Ora, a maioria de nós tende a pensar que causa e efeito são cíclicos. Se foi assim no passado, deve ser assim no presente e, portanto, no futuro. Mas não é assim, pois há sempre uma mudança contínua acontecendo e modificando o efeito. Compreendendo as influências e limitações passadas e discernindo seu efeito, o pensamento pode transformar-se no presente e não precisa estar limitado pelo passado. O pensamento pode se libertar no presente das dependências do passado por meio de intensa conscientização. Tomemos, por exemplo, um hindu ou cristão com seu substrato social e religioso; descuidadamente, ele vive em um estado limitado e, portanto, em sofrimento, e ele atribui esse sofrimento ao carma, ao passado, e não ao seu descuido. É indolência, uma forma de conceito, que faz nos prendermos a nosso passado. A bem-aventurança não está no passado ou no futuro, mas no presente para aqueles que, por meio de conscientização, compreendem e ficam livres da causa da ignorância, que é ansiar.

Se você refletir seriamente sobre o que estive falando, então a compreensão virá de sua própria seriedade. O conhecimento é completamente inútil se você não o relacionar com sua vida cotidiana. Se formos mundanos, psicologicamente dependentes de coisas para nossa felicidade pessoal, se nosso amor for possessivo e nosso pensamento deformado por crenças e medos, então a vida se tornará um crescente sofrimento. Na conscientização vigorosa e jovial, o pensamento se liberta de suas limitações; da autoconfiança, da compreensão exercitada, daí vem a paz.

30 de junho de 1940

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