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24/05/1936 – T

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Oitava Palestra em Oak Grove

Interrogante: Podemos interromper a guerra rezando pela paz?

Krishnamurti: Não penso que a guerra pode ser interrompida com oração. Rezar pela paz não é, simplesmente, uma forma particular de alívio emocional? Pensamos que somos incapazes de impedir a guerra e, assim, encontramos na oração um alívio para este horror. Você considera que, simplesmente, rezando por paz vai interromper a violência no mundo? A oração se torna, apenas, uma fuga da realidade. Esse estado emocional que resulta em oração pode também ser usado pelos propagandistas para os propósitos da guerra, do ódio. Como se reza ansiosamente pela paz, de forma igualmente entusiasmada se é persuadido das belezas do nacionalismo e da necessidade da guerra. Rezar pela paz é completamente inútil. As causas da guerra são criadas pelo homem, e não há utilidade em apelar para alguma força externa por paz. A guerra existe devido a razões psicológicas e econômicas. Até essas causas serem alteradas fundamentalmente a guerra existirá, e rezar pela paz não tem valor.

Interrogante: Como posso viver simples e integralmente se tenho que analisar e fazer esforço consciente para pensar profundamente?

Krishnamurti: Viver simplesmente é a maior das artes. É o mais difícil, já que demanda profunda inteligência e não a compreensão superficial da vida. Para viver inteligentemente e simplesmente, deve-se libertar de todas aquelas restrições, resistências, limitações, que cada indivíduo desenvolveu para sua própria autoproteção e que obstruíram sua verdadeira relação com a sociedade. Porque ele está fechado nestas restrições, nestes muros de ignorância, para ele não pode haver verdadeira simplicidade. Para gerar uma vida de inteligência e, portanto, de simplicidade, deve se remover essas resistências e limitações. O processo de dissolução implica grande pensamento, atividade e esforço. Um homem preconceituoso, nacionalista, comprometido pela autoridade de tradições e conceitos, e em cujo coração existe medo, certamente não pode viver simplesmente. Um homem que é ambicioso, superficial, adorando o sucesso, não pode viver inteligentemente. Em tal pessoa não pode haver a possibilidade de profunda espontaneidade. Espontaneidade não é, simplesmente, reação superficial; é profunda realização, que é simplicidade inteligente de ação.

Ora, a maioria de nós tem muros de resistência auto protetora contra o movimento da vida; temos consciência de alguns, de outros não. Pensamos que podemos viver simplesmente apenas evitando ou negligenciando aqueles não descobertos, ou pensamos que podemos viver integralmente treinando nossas mentes a certos padrões de vida. Não é simplicidade viver por si mesmo, apartado da sociedade, ou ter pouca coisa, ou se ajustar a princípios particulares. Isto é, meramente, fugir da vida. A verdadeira simplicidade de inteligência, isto é, o profundo ajustamento ao movimento da vida, só chega quando, pela vigilância compreensiva e esforço correto, começamos a nos despojar das muitas camadas de resistência auto protetora. Só então há uma possibilidade de viver espontaneamente e inteligentemente.

Interrogante: Qual é sua ideia de ambição? É a inflação do ego? A ambição não é essencial para a ação e o empreendimento?

Krishnamurti: Ambição não é realização. Ambição é inflação do ego. Na ambição existe a ideia de empreendimento pessoal sempre em oposição ao empreendimento do outro; existe a adoração do sucesso, competição implacável, a exploração do outro. No despertar da ambição existe constante insatisfação, destruição e vazio; pois no exato momento do sucesso há um definhar, e logo uma urgência renovada para mais empreendimentos. Quando você percebe profundamente que a ambição tem em si este constante empenho e disputa, então você compreende o que é realização. Realização é a expressão fundamental do que é verdadeiro, mas, algumas vezes, uma reação superficial é confundida com realização. Realização não é só para os escolhidos, mas ela demanda profunda inteligência. Na ambição existe um objetivo e o impulso em direção ao empreendimento, mas realização é o processo inteligente de completude. A compreensão da realização envolve constante ajustamento e a reeducação de todo o nosso ser social. Onde há ambição, há também a busca por recompensas de governos, igrejas, ou da sociedade, ou há o desejo pelas recompensas da virtude com sua consolação. Na realização a ideia de recompensa e punição desapareceu completamente, pois todo medo cessou integralmente.

Experimente com o que estou dizendo e perceba por si mesmo. Sua vida atual está envolvida em ambição, não em realização. Você está tentando se tornar alguma coisa em vez de estar consciente daquelas limitações que impedem a verdadeira realização. A ambição guarda dentro de si profunda frustração, mas na realização existe alegria.

Interrogante: Pertenço a uma das sociedades religiosas e quero afastar-me dela, mas fui avisado por um de seus líderes que se eu a deixasse o Mestre não me ajudaria mais. Você acha que o Mestre faria, realmente, isto comigo?

Krishnamurti: Sabe, este é o açoite do medo que todas as sociedades religiosas usam para controlar o homem. Primeiro elas prometem uma recompensa, aqui ou no paraíso, e quando o indivíduo começa a compreender a tolice da ideia de recompensa e punição, ele é, grosseira ou sutilmente, ameaçado. Porque você anseia por felicidade, segurança e pelo que é chamado verdade – e isto é, realmente, uma fuga da realidade – você cria e favorece os exploradores. As igrejas e outras corporações religiosas ameaçaram o homem ao longo das eras por este pensamento independente e realização. Não é, principalmente, culpa dos exploradores. Os organizadores e seus líderes são criados por seus seguidores, e enquanto você quiser estes auxílios misteriosos e depender da autoridade para seu esforço correto, conduta e riqueza interior, estas e outras formas de ameaças serão usadas, e você será explorado.

Algumas pessoas, eu vejo, riem facilmente desta questão, mas receio que elas também estejam envolvidas neste processo de recompensa e punição. Elas podem não pertencer a qualquer sociedade religiosa, mas talvez busquem suas recompensas com governos, com seus vizinhos, ou com o círculo imediato de seus amigos e parentes. Assim, por seu anseio, sutil ou inconscientemente, elas estão engendrando medo e ilusões que criam um caminho fácil de exploração.

Sabe, esta ideia de seguir um Mestre é completamente errada e totalmente não inteligente. Eu, recentemente e muitas vezes, expliquei a tolice desta ideia de seguir alguém, de adorar a autoridade, mas aparentemente, o interrogante e outros não compreenderam o profundo significado disto. Se eles tentassem discernir, sem preconceito, perceberiam o grande dano que há nesta concepção. Só o discernimento pode libertá-los da servidão de seu pensamento habitual. Romantismo e fugas são ofertados pelas igrejas e corporações religiosas, e você fica preso neles. Mas quando você descobre a total inutilidade disto, se encontra envolvido e comprometido financeira e psicologicamente e, em vez de desistir destes absurdos, tenta encontrar desculpas para suas crenças e comprometimentos. Assim, você encoraja e mantém todo um sistema de exploração, com sua cruel estupidez. A menos que você perceba, fundamentalmente, que ninguém pode libertá-lo verdadeiramente de sua própria ignorância e das atividades auto sustentadas dela, você fica embaraçado nestas organizações, e o medo, com suas muitas ilusões e sofrimentos, continua. Onde existe medo, deve haver sutis e grosseiras formas de exploração e sofrimento.

Interrogante: Você tem muitos intérpretes e associados de sua juventude que estão criando confusão em nossas mentes dizendo que você tem um propósito, bem conhecido para eles, mas não revelado por você ao público. Estes indivíduos afirmam conhecer fatos especiais a seu respeito, suas ideias e trabalho. Algumas vezes eu tenho um sentimento a partir das palavras deles que eles seriam, realmente, antagônicos a você e à suas ideias, mas professam uma amizade calorosa em relação a você. Estou errado nisto, ou eles estão lhe explorando para justificar suas próprias ações e as organizações a que pertencem?

Krishnamurti: Por que estes intérpretes existem? O que é tão difícil no que falo que você não pode compreender por si mesmo? Você se volta para intérpretes e comentaristas porque não quer pensar integralmente, profundamente. Ao procurar outros para levá-lo para além de seu problema, para além de sua confusão, você está fadado a criar autoridades, intérpretes, que só confundem mais seu pensamento. Aí, depois de ser confundido, você me faz esta pergunta. Você mesmo está criando estes intérpretes e permitindo a si mesmo se confundir.

Agora, em relação a associados passados, receio que eles e eu nos separamos faz tempo. Há alguns amigos próximos que trabalham comigo e me ajudam, mas os associados de minha juventude, como eles se denominam, estão no passado. Amizade profunda e cooperação só podem existir onde existe verdadeira compreensão. Como pode haver verdadeira cooperação e a ação da amizade entre um homem que considera a autoridade necessária e um homem que considera a autoridade perniciosa? Como pode haver companheirismo entre um homem que considera a exploração como parte da natureza humana e outro que sustenta que ela é perigosa e perversa; entre um homem que é limitado por crenças, teorias e dogmas e um homem que percebe sua falácia? Como pode haver algum trabalho comum para um homem que está criando e encorajando a neurose e um homem que está tentando destruir sua causa?

Eu não tenho ensinamento particular; não tenho turmas particulares. O que digo aqui para o público, eu repito em minhas entrevistas e conversas com indivíduos. Mas estes associados auto atribuídos e intérpretes têm seus próprios interesses particulares, e você gosta de ser oprimido. Você pode rir, mas é exatamente isto que está acontecendo. Você me ouve, e volta para seus líderes para que eles interpretem o que eu disse. Você não considera o que eu disse e reflete sobre isso por si mesmo. Certamente, refletir sobre o que eu digo por você mesmo seria mais direto e claro. Mas quando você começa a pensar por si mesmo claramente, diretamente, a ação deve acompanhar; e para evitar a ação drástica, você se volta para seus líderes, que o ajudam a não agir. E assim, por seu próprio desejo, não agindo claramente, você sustenta estes intérpretes em suas posições, autoridades e seus sistemas de exploração.

O que importa profundamente é que você se liberte das crenças, dogmas e limitações, de modo que possa viver sem conflito com outro indivíduo, com a sociedade. A verdadeira relação, a moralidade, só é possível quando as barreiras e resistências são inteiramente dissolvidas.

Interrogante: Se todo o processo de vida é energia auto atuante, como eu compreendo de suas palestras anteriores, essa energia, a julgar por suas criações, deve ser super inteligente, muito além da compreensão humana. Qual é, então, o papel do intelecto humano no processo da vida? Não seria melhor deixar que essa energia criativa trabalhasse em nós e através de nós, e não interferir com ela por meio de nosso intelecto humano? Em outras palavras, deixar nas mãos de Deus, como diz o Pai Divino.

Krishnamurti: Receio que o interrogante não tenha compreendido o que estive falando. Eu disse que existe energia, força, única para cada indivíduo. Eu não a qualifiquei; não disse que é super inteligência ou divina. Eu disse que por meio do desenvolvimento de sua atuação própria, ela cria sua própria substância. Por meio de sua própria ignorância ela cria para si limitação e sofrimento. Não existe a questão de deixar alguma coisa super inteligente agir por meio de sua criação, o indivíduo. Só existe consciência como o indivíduo, e a consciência é criada por esse atrito entre ignorância, anseio, e o objeto de seu desejo. Quando você considera isto, vai discernir que você é integralmente responsável por seus pensamentos e ações, e que não existe nada mais agindo por meio de você. Se você olhar para si mesmo e para outros seres humanos como simples instrumentos nas mãos de outras energias e forças desconhecidas para você, então receio que você será um brinquedo de ilusões e decepções, confusão e sofrimento. Como pode uma força superior ou inteligência atuar através de um homem cuja mente-coração é limitada, tortuosa?

Sabe, esta é a ideia mais falaciosa que nós desenvolvemos a fim de não examinarmos em nós mesmos e descobrirmos nosso próprio ser. Conhecer a nós mesmos demanda constante pensamento e esforço, mas poucos de nós estão ávidos para discernir, então, inutilmente tentamos nos tornar instrumentos convenientes de alguma super inteligência, Deus. Esta concepção existe sob várias formas mundo afora. Se você, de fato, refletir sobre isto fundamentalmente, verá que, se isto fosse verdade, o mundo não estaria nesta condição não inteligente, caótica, de ódio e miséria. Nós criamos esta confusão e sofrimento pela ignorância de nós mesmos, pelo anseio e pelas resistências de autoproteção, e só nós podemos romper estas limitações e barreiras que causam miséria, ódio e a falta de ajustamento à ação da vida.

Como esta é minha última palestra aqui, gostaria de fazer um breve sumário sobre o que foi dito durante as últimas semanas. Aqueles de vocês que estão realmente interessados podem pensar nisto e experimentar e provar a verdade disto por vocês mesmos, de modo que não sigam ninguém, nenhum dogma, nenhum explicação, nenhuma teoria. A partir do discernimento surgirá compreensão e alegria.

Há contradição de ideias, de teorias, há confusão criada pelas constantes afirmações de líderes, do que é e do que não é. Alguns dizem que existe Deus, alguns dizem que não; alguns sustentam que o indivíduo vive depois da morte; os espíritas clamam que provaram por eles mesmos que existe uma continuação da mente individual; outros dizem que só existe aniquilação. Alguns acreditam em reencarnação, e outros a negam. Há a superposição de teoria sobre teoria, incerteza sobre incerteza, afirmação sobre afirmação. O resultado de tudo isto é que se fica totalmente inseguro; ou antes, fica-se tão restringido, limitado por conceitos particulares e formas de crença, que a pessoa se recusa a considerar o que é verdadeiro realmente.

Ou você está inseguro, confuso, ou está seguro em sua própria crença, em sua forma particular de pensamento. Ora, para o homem que está verdadeiramente inseguro, existe esperança; mas para o homem que está entrincheirado na crença, no que ele chama de intuição, há muito pouca esperança, pois ele fechou a porta da incerteza, da dúvida, e descansa e se consola na segurança.

A maior parte de vocês que vêm aqui estão, eu acho, inseguros, confusos, e desejam muito profundamente compreender o que é realidade, o que é verdade. A incerteza engendra medo, que gera depressão e ansiedade; assim, consciente ou inconscientemente, a pessoa se determina a fugir destes medos e de suas consequências. Observe seus próprios pensamentos, e você perceberá este processo operando. Conforme você anseia por estar seguro do propósito da vida, do futuro, de Deus, você começa a ficar consciente de seus desejos, e por meio desta investigação surge dúvida, incerteza. Então essa própria incerteza, dúvida, cria medo, solidão, vazio a sua volta e em você. Este é um estado necessário para a mente, pois assim ela quer encarar e compreender a realidade. Mas o sofrimento envolvido neste processo é tão grande que a mente busca abrigo e cria para si o que chama de intuições, conceitos, crenças, e apega-se a elas desesperadamente, esperando por segurança. Este processo de fuga da realidade, da incerteza, deve levar a ilusões, anormalidades, neuroses e desequilíbrio. Mesmo que você aceite estas intuições, crenças, e se abrigue nelas, se examinar a si mesmo profundamente verá que ainda existe medo, pois a incerteza continua.

Este estado vital de incerteza, sem o desejo de fugir dele, é o início de toda verdadeira busca da realidade. O que você está, realmente, buscando? Só pode haver um estado de compreensão, uma percepção direta do que é, da realidade, pois a compreensão não é um fim, um objetivo a ser conquistado. O discernimento do real processo do “Eu”, de seu surgimento e sua verdadeira dissolução, é o início e o fim da busca.

Para entender o que é, a compreensão deve começar com você mesmo. O mundo é uma série de processos indefinidos, variados, que não podem ser integralmente compreendidos, pois cada força é única em si mesma e não pode ser verdadeiramente compreendida em sua inteireza. A totalidade do processo da vida, da existência no mundo, depende inteiramente de forças únicas, e você só pode compreender isto por meio desse processo que se focaliza no indivíduo como consciência. Você pode, superficialmente, reunir a significação de outros processos, mas para compreender a vida integralmente, você deve compreender este processo funcionando em você como consciência. Se cada pessoa, profunda e significativamente, compreende este processo como consciência, então cada pessoa não lutará por si mesma, existirá por si mesma, se preocupará consigo mesma. Agora cada um está preocupado consigo mesmo, lutando por si, agindo de forma antissocial, pois não compreende a si integralmente; e só por meio da compreensão de sua própria força única como consciência existe a possibilidade de compreensão do todo. No discernimento completo do processo do “Eu”, você deixa de ser uma vítima que luta sozinha num vazio.

Ora, esta força é única e, no seu próprio desenvolvimento, se torna consciência, de onde surge a individualidade. Por favor, não decore a frase, mas reflita sobre ela, e você verá que esta força é única para cada um, e pelo seu desenvolvimento auto ativo se torna consciência. Que consciência é esta? Ela não pode ter nenhuma localização, nem pode se dividir em elevada ou inferior. A consciência é composta de muitas camadas de memórias, ignorância, limitações, tendências, anseios; é discernimento e tem o poder de compreender valores básicos; é o que chamamos individualidade. Não pergunte: “Não existe nada além disto?” Isso será visível quando este processo do “Eu” chega ao fim. O importante é conhecer a si mesmo, e não o que está além de si mesmo. Você só está buscando recompensa por seus esforços, uma coisa a qual se agarrar em seu desespero atual, incerteza e medo quando pergunta:”Existe alguma coisa além deste “Eu”?

Ora, ação é esse atrito, tensão, entre ignorância, anseio e o objeto de seu querer. Esta ação é autossustentada, o que dá continuidade ao processo do “Eu”. Assim, a ignorância, por meio de suas atividades autossustentáveis, se perpetua como consciência, o processo do “Eu”. Estas limitações autocentradas impedem a verdadeira relação com outros indivíduos, com a sociedade. Estas limitações isolam a pessoa, e por isso o medo surge constantemente. Esta ignorância em relação à pessoa sempre cria medo, com suas muitas ilusões, e por isso a busca pela unidade com o mais elevado, com alguma inteligência sobre-humana, Deus e assim por diante. Deste isolamento vem a procura por sistema, métodos de conduta e disciplinas.

Na dissolução destas limitações você começa a discernir que a ignorância não tem início, que ela é autossustentada por suas próprias atividades, e que esse processo pode chegar a um fim por meio de esforço correto e compreensão. Você pode testar isso experimentando e discernindo por si mesmo a ausência de início do processo de ignorância e seu fim. Se a mente-coração está limitada por algum preconceito particular, sua própria ação deve criar mais limitações e, por isso, gerar maior sofrimento e confusão. Assim, ela perpetua sua própria ignorância, seus próprios sofrimentos.

Se você fica totalmente ciente desta realidade pela experiência, então surge a compreensão do que o “Eu” é, e pelo esforço correto ele pode chegar a um fim. Este esforço é conscientização, em que não há escolha ou conflito de opostos – uma parte da consciência subjugando a outra parte, um preconceito dominando o outro. Isto exige pensamento extenuante, que libertará a mente dos medos e limitações. Só então surge o permanente, o real.

24 de maio de 1936

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